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    10 December

    ...

    Silêncio

     

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    Hoje, por trás de meu silêncio,
    Esta meu coração que pulsa e chora
    Preciso fechar-me neste silêncio
    Para encontrar-me , 
    E dele sair vitoriosa ...
     
     
     
     

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    06 December

    Vazio imenso...

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    Posso sentir-te,

    Posso trazer-te até aqui

    Com o pensamento

    Que tenho em ti.

     Não sei não pensar em você,

    Não sei não querer só você,

    Não sei não ouvir sua voz sempre a me dizer

    Sobre o que o amor é capaz

    Eu não sei dizer que eu não te amo.

    Amo-te com ternura,

    Confusa com os desejos,

    Assim não tenho paz,

    Querendo descobrir o sabor do teu beijo,

    Que desejo por um momento sentir.

    Deixou-me livre nesse amor

    Embora cheio de dor.

    Que na distância floresce

    Sonhar contigo aquece-me

    No frio, sinto calor.

    Quando sinto a noite tão vazia,

    Me lembro bem, tão bem do primeiro dia,

    Chego a imaginar teu perfume.

    O teu cheiro de homem.

    Perdido no tempo que me consome,

    E na forma de vida que Deus nos oferece.

    Tu aí, e eu aqui...

    Qual o coração que mais padece?

    Mas a nossa história não terá fim,

    Pois para mim tudo acontece.

    E se Tu realmente me ama

    Um dia serás meu.

    Enquanto isso vou vivendo

    Caminhando no tempo

    Que espero chegar.

    E no momento certo

    Vou olhar-te, beijar-te

    E nunca mais te deixar.

    Prossigo olhando o mundo que me rodeia,

    E por ele deixo cair mais uma lagrima...

    Estico a minha mão em busca da tua para que a acaricie

    e me diga uma palavra decisiva.

    E onde está ela??

    Deixo-a escapar por entre os dedos,

    Perco-a quando ela tem mais significado para mim...

    Vivo assim, calada, caminhando nesta vida assim,

    Às vezes até sem palavras,

    Sem essa mão que anseio, sem as asas protetoras de meu anjo,

    Que pelo caminho estou perdendo...

    Sem a felicidade que abandonou o meu ser através de lagrimas...

    E agora, a que me “agarro” nesta vida?

    Sinto-me sozinha no mundo.

    Agarro-me á força que por vezes a solidão me dá...

    Agarro-me ao pouco que ainda me resta dentro do peito,

    Para superar este Real Indesejado em que tão cruelmente vivo...

    Um Real Indesejado, mas que tento superar...

    Com choro e gritos de dor...

    Com lagrimas de solidão...

    E assim, vou caminhando neste Real Indesejado

    Que só por mim assim é olhado...

    Um Real que para todos é belo e símbolo de alegria,

    Mas que para mim,

    É de choro e angustia...

    Mas talvez um dia,

    Me solte deste Mundo que suporto apesar de não o desejar,

    E olhe o Mundo da forma que sempre sonhei...

    Talvez olhe o Mundo com olhos de criança....

    E faça tudo, conforme implora o coração.